sábado, 8 de janeiro de 2011

Sexto dia

SEXTO DIA... Tá até parecendo Deus criando o mundo... DESCULPE! Mas isso de tal dia até para mim soa um tanto ridículo, mas foi a forma que eu encontrei de me ajudar, então, tá valendo!
Até agora só passei por um momento difícil, o do shopping, que já contei antes, e mesmo assim a irritação foi para não dar brecha para a compulsão se soltar, e não o contrário (que é o mais comum), quando o montro já sabe que se soltou e você arenga com você mesma e com quem tentar te impedir de comer para deixar ele tomar conta do pedaço.
Estou tranquila, pelo menos durante esta semana pretendo evitar lugares em que possa me descontrolar. Até uma amiga ligou para mim (a que se casou há uns 15 dias) chamando para irmos fazer uma farrinha na casa dela, eu disse que não ía, expliquei e ela entendeu, lá sempre tem muito refrigerante zero (ótimo), mas também a nossa conversa fica regada à comida (péssimo). Por enquanto, não dá.
Meu lindico também começou a dieta e minha filhota entrou na academia (linda família saudável... :)
Esta semana foi bem puxada em termos de trabalho, meus pais estão viajando, voltam amanhã, e eu me dividi entre meu trabalho e a loja deles. Sobrou pouco tempo para eu fazer exercícios ou para viver fora do ambiente de lelê, mas consegui ir três vezes para a hidro e isso me ajudou a manter a cabeça ocupada demais.
Meu lindico é que está doente, nada grave, por isso está em casa desde quarta-feira, acho que ainda não sairá hoje. Todo dia faço duas quentinhas cheias de verduras para ele tentar segurar a peteca (isso de segurar a peteca é um termo antiiiigo).
Ontem à noite fui ao hospital com ele, quando cheguei em sua casa o humor dele estava terrível, depois foi melhorando.
No hospital, mais uma vez ele se excedeu nas palavras, detentor da real realidade (sei o que é pleonasmo), ele brincou com as palavras e não se importou em construir uma realidade inventada.
Adoro quando ele brinca de forma mais leve, quando fica claro ou pelo menos implícito que está brincando, já quando ele molda outras realidades que me confundem e confundem as pessoas ao nosso redor, achou muito ruim, e fico me esforçando para desfazer as mentiras inconsequentes que ele diz, e isso me deixa cansada, pois exige de mim estar alerta e tensa para retrucar e modificar o que ele vai falando.
Um exemplo? Reconheci um técnico de enfermagem que trabalhou na mesma empresa que eu quando eu tinha uns 19 anos e conversamos nós três. Meu noivo, lá pelas tantas, quando o analgésico já estava fazendo efeito, puxou conversa de novo com ele para perguntar se não havia outro analgésico mais forte porque na verdade ele era viciado e já havia tomado em outro hospital dormonid intravenoso e havia adorado e ficado doidão.
Putz, não vou esquecer da cara do pobre rapaz! Primeiro ele deu um sorriso amarelo, depois fez cara de espanto, e por fim cara de malícia (tudo no mesmo segundo), aí meu noivo deu um risinho e fez ar de que era brincadeira, ai eu entrei e disse sorrindo que era brincadeira, mas mesmo assim ficou um clima esquisito.
Na minha opinião, estávamos num hospital, ele estava tomando analgésico intravenoso, não tínhamos amizade com os funcionários, não havia clima ou intimidade para uma brincadeira assim, e mais, esse hospital é perto da casa de meu noivo, sempre que tem um problema ele vai lá, e como o problema dele acontece de vez em quando, eu acredito que é preciso que ele tenha credibilidade no local.
Se você tira brincadeiras desse tipo num ambiente totalmente formal, fica desacreditado, sofre preconceito. Tanto é que perto de sairmos o técnico de enfermagem disse:
- Isso "avicia", isso "avicia", sorrindo entre quem está zonando e quem acreditou.
Não sei, vai ver que sou eu que sou séria demais...



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